domingo, 26 de outubro de 2014

POEMA CRIADO

Mundo atual


Até quando
Até quando existirá morte e destruição?

Até quando aguentaremos estrago e poluição?
Até quando veremos gente com fome morrendo?
E animais extinguindo-se e desaparecendo?
Até quando teremos gente rica que não reparte co ninguém?

Até quando aceitaremos os problemas que os governos têm?

Até quando haverá gurra arrasando nações?
Até quando veremos acidente e tantas explosões?
Até quando haverá pessoas analfabetas, muitas vezes sem ter onde morar?
E adoecendo, sem remédio para se tratar?
Até quando colocaremos a ganância em primeiro lugar?
Até quando a ganância do ser destruirá o seu próprio lar? 
Consumismo insaciável, onde não possuímos as coisas,
Mas somos possuídos por elas?
Até quando assistiremos a mata atlântica aos poucos sendo dizimada?
E quando saberemos distinguir o que proteger e o que devemos destruir?
E no futuro, qual o preço a ser pago por aquilo que deveríamos corrigir?


ALUNAS: AMANDA, ANDRESSA, DIURLHANE  E VICTÓRIA.

Poema

Compra-se

Compram-se seres humanos
Calados, domesticados
Que não pensem, nem opinem
Ao serem questionados.
Que não vejam, nem escutem
Nem sintam-se incomodados.

Compram-se seres humanos
Que sejam modernizados
Que andem sempre na moda
Felizes, etiquetados
Que propaguem e que convençam
Até os conscientizados.

Compram-se seres humanos
Totalmente desligados
Que não gostem de política
E estejam sempre ocupados
Que não sejam de esquerda
E nem sindicalizados.

Compram-se seres humanos
Famintos, desempregados,
Indecisos, inseguros,
Descalços, descamisados,
Menores, analfabetos,
E até informatizados.

Compram-se seres humanos
Idosos, aposentados,
Jovens e adolescentes
De preferência, os drogados
Que sumam-se, consumindo,
Em tempos globalizados!!!

Autor: José Maria Lopes de Carvalho

Eldorado dos Carajás, PA, por carta

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Paródia - Ela Me Deixou - Skank

Paródia

Israel ergueu-se em guerra
Israelenses e palestinos
Vida e paz acabou
Destruição, então

Aquilo que era pouco
Multiplicou até bastar
Os palestinos desprovidos
De espaço ou lugar

O blog nos deixou
Atualizadas
Através dessa música ficamos
Iradas

O blog nos deixou
Iradas
Através dessa música ficamos
Atualizadas

Na África Central
Surgiu-se então, por sinal
O vírus do ebola
Mortal

Foi para o segundo turno
Com Aécio e Dilma
Disputando a presidência
Do país

O blog nos deixou
Atualizadas
Através dessa música ficamos
Iradas

O blog nos deixou
Iradas
Através dessa música ficamos
Atualizadas

O petróleo do povo
Não rende mais
e no cais do porto
Se vai a Petrobrás
Muita ganância e roubo
Ninguém aguenta mais



Alunas: Amanda, Andressa, Diurlhane e Victória
Turma: 103

Ela Me Deixou - Skank

Música Original:
Olinda ergueu-se em ouro
Quando ela trouxe a esse lugar
Vida! E a paz reinou
Suave então
Aquilo que era pouco
Multiplicou até bastar
No rio pôs água doce
O sal no mar
Ela me deixou suave
Era linda a vida
Quando ela partiu
Deixou saudade
Ela me deixou saudade
Minha vida
Quando ela surgiu
Aqui ficou suave
Na linha do horizonte
Evaporou, nenhum sinal
Sumiu da tela
A cor da imagem
O dia fez-se em noite
Surgiu da sombra um temporal
Cobriu a terra toda
Em lágrimas
Ela me deixou suave
Era linda a vida
Quando ela partiu
Deixou saudade
Ela me deixou saudade
Minha vida
Quando ela surgiu
Aqui ficou suave
O farol do morro
Não acende mais
E no cais do porto
Não há conchas ou corais
E o mar que nenhuma onda tem

Notícia do conto: Violência Urbana




Esquema é descoberto pela polícia de São Paulo
Um homem foi assaltado enquanto dirigia-se para a casa dele, mas seu salvador era o próprio coordenador do seu roubo


     Nesta quinta-feira (16), Pedro Silva, como foi identificado, foi assaltado, na zona sul de São Paulo, por dois homens enquanto saia da casa de sua namorada e entrava no carro para dirigir-se á sua moradia. Os assaltantes foram assustados por Ronaldo Cobra, que apareceu para "defender" o rapaz, contudo com os últimos estudos, tudo passava de um esquema identificado pela própria PM, as reais razões ainda estão sendo analisadas. Foram encontrados resquícios de drogas e impressões digitais dos assaltantes na pick-up de Cobra, o qual nega o caso que será levado á justiça.


Aluna: Diurlhane

Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/03/gato-faz-pose-meiga-ao-tomar-sorvete-de-colher-com-o-dono.html

Gato foi flagrado em 'pose adorável' enquanto tomava sorvete de colher junto com o dono (Foto: Reprodução/Imgur/NoGoddamnNamesLeft)

domingo, 12 de outubro de 2014

síntese do artigo de opinião


Haitianos no Brasil: Estamos diante de outra tragédia anunciada?


   Após o terremoto atingir o Haiti, em 12 de janeiro de 2010, onde deixou 300 mil mortos, 1,5 milhão de desabrigados o Brasil  abriu suas portas para receber os desesperados haitianos que já não  viam  nenhuma  chance de ter uma vida digna no seu país; no entanto, o se fez sem um programa estruturado para atender a uma população sem recursos financeiros, que não fala a língua portuguesa e ainda correndo o risco de serem descriminados.Dessa maneira os mais de 20 mil haitianos que já estão no país, segundo o próprio governo, estão largados à própria sorte.É preciso que os governos estaduais e prefeituras assumam suas responsabilidades perante esses imigrantes, pois permitiram que eles viessem.Como sugestão,é necessário criar um programa integrado para as situações emergenciais, onde as orientações básicas possam ser dadas a eles e como uma das principais barreiras é a língua (muitos deles têm formação técnica e universitária, mas por falarem somente o créole acabam prestando serviços braçais), que se estabeleça um convênio com as universidades em que, por exemplo, alunos do curso de Letras possam ensinar o português.Somos um país formado por imigrantes; é dever de todos nós prestar essa ajuda humanitária.

Artigo de opinião

Haitianos no Brasil: Estamos diante de outra tragédia anunciada?


Desde que um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti, em 12 de janeiro de 2010, deixando 300 mil mortos, 1,5 milhão de desabrigados e destruindo a já precária infraestrutura do país mais pobre da Américas, os esforços das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), da Cruz Vermelha, dos Médicos Sem Fronteiras e tantas outras instituições que lá atuam parecem pouco minimizar a tragédia social que vivem os haitianos. As perdas materiais no valor de US$ 7 bilhões talvez nunca sejam repostas, devido ao caos administrativo no qual se encontra o país.
De acordo com a Organização Internacional de Migrações (OIM), quatro anos depois da tragédia ainda restam 146.464 pessoas em situação de extrema vulnerabilidade em 271 campos de deslocados, onde vivem em péssimas condições, que pioram a cada dia. A Direção Geral de Ajuda Humanitária e Defesa Civil (Echo) da Comissão Europeia denuncia que mais de 170 campos de refugiados foram fechados e cerca de 16 mil famílias foram expulsas mediante o uso da violência e sem receber nenhum tipo de ajuda. Como se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, as organizações humanitárias presentes no Haiti não conseguem deter a epidemia de cólera que já matou quase 10 mil pessoas desde 2010!
O Brasil “amigável” abriu suas portas para receber os desesperados haitianos que já não veem nenhuma chance de ter uma vida digna no seu país; no entanto, o fez sem um programa estruturado para atender a uma população sem recursos financeiros, que não fala a língua portuguesa e ainda correndo o risco de serem descriminados. Sem uma política de integração, os mais de 20 mil haitianos que já estão no país, segundo o próprio governo, estão largados à própria sorte. Chegando às centenas, principalmente pelo Acre, essas pessoas são alocadas em lugares improvisados como clubes; mesmo quando se deslocam para São Paulo, o abrigo tem sido um salão paroquial de uma igreja. Aqui mesmo, em Curitiba, já temos um número considerável deles vivendo na região metropolitana. Até dezembro de 2013, contabilizavam-se mais de 2 mil – com as enchentes no Acre e os problemas da cidade, provavelmente eles sejam muito mais, principalmente buscando trabalho na construção civil. Mas, quando as vagas do setor começarem a reduzir, para onde eles irão?
O governo federal, governos estaduais e prefeituras devem assumir suas responsabilidades perante esses imigrantes, pois permitiram que eles viessem. O risco de não fazer isto é o de uma nova tragédia social para pessoas que já atravessaram muitas dificuldades, deixando suas famílias em busca de uma nova chance na vida. Somos um país formado por imigrantes; é dever de todos nós prestar essa ajuda humanitária. Quanto tempo levará para muitos serem aliciados pelo crime, como o narcotráfico, se permanecerem em situação econômica precária?
Como sugestão, que se crie um programa integrado da prefeitura de Curitiba com prefeituras da região metropolitana para as situações emergenciais. Uma espécie de “casa do imigrante”, onde as orientações básicas possam ser dadas a eles quanto a documentação, conta bancária, vacinas etc. Como uma das principais barreiras é a língua (muitos deles têm formação técnica e universitária, mas por falarem somente o créole acabam prestando serviços braçais), que se estabeleça um convênio com as universidades em que, por exemplo, alunos do curso de Letras possam ensinar o português. Como alguns falam bem o francês, que sejam recrutados para dar aulas. Que sejam acionados o Senai, Sesc, Senac, Sesi e outras instituições de capacitação técnica para um mutirão de formação para os que já dominam um pouco o português.
Não se pode apenas ficar se vangloriando de que os capacetes azuis do Exército brasileiro nas forças de paz da ONU prestaram um grande serviço ao Haiti. Devemos agora negar Caetano Veloso, “o Haiti não é aqui”. E, principalmente, honrar a memória da médica pediatra Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que foi soterrada entre escombros de um prédio onde funcionava um serviço de ajuda 
humanitária, quando da sua visita à tragédia haitiana.
Eloy F. Casagrande Jr. é professor e coordenador do Escritório Verde da UTFPR.
FONTE: JORNAL GAZETA DO POVO.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Notícia sobre o conto: Violência urbana


           Policial troca tiros com ladrões e salva vítima

 Após tiroteio com policial a dupla de assaltantes foge e continua sendo procurada

  Dois elementos praticaram um assalto ontem, quinta-feira (9), a vítima, Pedro da Silva, acabara de sair do apartamento da namorada na zona sul da cidade de São Paulo. No momento do assalto, Ronaldo Cobra, membro do Batalhão de Choque da Polícia Militar que estava trabalhando como segurança em uma danceteria perto, ouviu algumas pessoas fazendo a descrição da dupla e foi até o local.
 Os assaltantes aproximavam-se do carro quando a Pick-up apareceu, os dois homens saíram correndo perseguidos pelos tiros disparados por Ronaldo, que descera da automóvel.Cleverson Petrecelli Sauchmitt, 24 anos, um dos assaltantes, foi identificado pois sua carteira com documentos acabou caindo.
  A dupla de assaltantes continua sendo procurada, qualquer informação pode ser repassada via 190 ou 197. 

ALUNA: ANDRESSA MUNIZ MORAIS.

Notícia sobre o conto



            Vítima é salva de assalto por um policial disfarçado 
     Um homem sofreu uma tentativa de roubo quando estava saindo da residência de sua namorada


    A ação criminosa aconteceu na noite desta quinta-feira (9), na zona sul de são paulo e foi praticada por dois ladrões.De acordo com o relatório de ocorrência, a vítima, Pedro da Silva, relatou que estava entrando em seu automóvel para ir pra casa quando foi abordada por dois ladrões, um deles armado com uma faca. 
  Os assaltantes anunciaram o assalto e renderam a vítima, um dos assaltantes aproximou-se do carro quando uma Pick-up apareceu, o policial desceu do automóvel com uma arma calibre 38 em punho. Os dois homens guardaram suas facas nas calças e saíram correndo, perseguidos pelos tiros disparados pelo mesmo.                                                                     Pedro foi salvo por Ronaldo Cobra, membro do Batalhão de Choque da Polícia Militar que estava trabalhando como segurança perto do local.Foram realizadas buscas na região, porém os ladrões não foram localizados.
ALUNA: AMANDA MUNIZ MORAIS.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

CONTO

Violência urbana

Durante a semana, Pedro vai ao apartamento da namorada, na zona sul de São Paulo, às terças e quintas. Na sexta-feira, é ela quem vai para a casa do namorado, na zona norte, ficando lá todo o final de semana.
Não é difícil para Pedro conseguir uma vaga na frente do prédio da namorada. Mas, nesta quinta-feira, havia movimento no salão de festas do condomínio e ele teve que deixar o carro estacionado do outro lado da rua, um quarteirão antes da guarita do porteiro.
Já passava das onze horas da noite. Pedro sentia-se cansado e queria chegar logo em casa. Estava abrindo a porta do carro do lado do motorista, quando dois homens, um mais baixo e outro mais alto do que ele, vieram em sua direção.
- Passa a carteira, ô playboy – intimou o mais alto, apontando uma faca grande e bem afiada para a barriga de Pedro, que levantou os braços.
- Calma. Eu vou abaixar esse braço agora, para pegar a carteira no bolso de trás da calça – Pedro respondeu lentamente, acenando com um dos braços erguidos.
Enquanto o assaltante mais alto conferia os valores em dinheiro dentro da carteira, e o mais baixo apontava outra faca em sua direção, Pedro arriscou negociar a liberação dos seus documentos:
- Por favor, pode levar tudo que o senhor quiser. Só deixe meus documentos. Sabe como é, é um trabalhão tirar documentos novos e...
- Cala a boca, mané – interrompeu o assaltante alto, jogando a carteira para Pedro – Só tô interessado na grana, tá sabendo? Foda-se teus documentos!
O homem mais baixo observou o interior do carro de Pedro.
- Mano, olha esse som! Vamo levá, vamo levá!
O assaltante alto aproximava-se do carro quando uma Pick-up apareceu em alta velocidade no início da rua, a três quarteirões dali, fazendo os pneus cantarem no asfalto. Seu motorista parou o veículo de repente ao lado de Pedro e dos assaltantes e desceu com uma arma calibre 38 em punho. Os dois homens guardaram suas facas nas calças e saíram correndo, perseguidos pelos tiros disparados pelo senhor alto e forte, vestido com um terno preto, que descera da Pick-up.
Enquanto era assaltado pelos homens com facas, Pedro não sentiu medo. Mas, naquele momento, sentia o corpo tremer diante do cara armado, e chegou a pensar que seria seqüestrado. E se estivesse em meio a uma guerra entre gangues? Os ladrões com facas teriam invadido o território do fortão? Para tentar manter a calma, lembrou dos programas que assiste de vez em quando, nas tardes de domingo, e esboçou um pequeno sorriso amarelo ao pensar que aquilo poderia ser uma pegadinha televisiva. Onde estariam as câmeras? Tudo é possível atualmente.
O senhor alto e forte caminhou na direção de Pedro. O rapaz não sabia o que fazer.
- Você está bem?
O corpo de Pedro parou de tremer. Sua expressão de dúvida sobre aquela pergunta alertou o homem forte, que guardou o revólver na parte interna do paletó. Quando estendeu sua mão para o rapaz novamente, nela havia um cartão de visitas.
- Meu nome é Ronaldo Cobra, sou membro do Batalhão de Choque da Polícia Militar. – a voz dele era intimidadora – Mas faço bicos como segurança nas horas vagas. – continuou em um tom mais informal.
- Eh... Ah... Desculpa... Senhor... Cobra? Mas como o senhor sabia da presença desses sujeitos aqui?
- Esses dois vêm assaltando muita gente nessa região há um mês. Estou trabalhando como segurança em uma danceteria aqui perto e ouvi algumas pessoas fazendo a descrição da dupla. Achei que hoje eles não me escapariam.
- Ah, sim... Então, o senhor os viu passando, pegou um carro e veio correndo?
- Hum, mais ou menos... – Cobra abriu um sorriso, sem motivo aparente, e cruzou os braços, olhando para Pedro.
- Bom, então, obrigado pela ajuda! Boa noite aí! – disse Pedro rapidamente.
Ele mal apertou a mão de Ronaldo e entrou no carro. Em poucos minutos, estava em uma avenida, a caminho de casa. Ao parar no semáforo, olhou o cartão de Ronaldo Cobra.
- Que história mais estranha! Parece até que tô dormindo! E ainda por cima aquele sorriso esquisito... Será que o louco da Pick-up tava de olho em mim? Sai pra lá!
A luz verde acendeu e Pedro seguiu em frente, ligando para a namorada, pelo celular.
- Amor, acho melhor eu ficar um tempo sem aparecer na sua rua...
Numa esquina próxima dali, um homem forte, de terno preto, dentro de uma Pick-up, observava o carro de Pedro se afastar. No banco de trás da Pick-up, havia mais dois homens.
Autor: Alexandra Bailon.